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Saúde leva orientações sobre a febre amarela a estudantes da Unifenas

AULA FEBRE AMARELA UNIFENAS

Palestras das Vigilâncias Ambiental e Epidemiológica foram dadas aos estudantes do curso de Estética e Cosmética

A informação é uma das principais maneiras de prevenir e de orientar a população. Por isso, as equipes de diversos setores da Secretaria de Saúde, participam constantemente de iniciativas que visam estes objetivos. Na noite desta quarta, 7, o tema foi a febre amarela, atendendo a um convite da professora Ana Paula Bernardes, supervisora do campus da Unifenas em Poços e coordenadora do curso de Estética e Cosmética.

“Estamos realizando a semana de boas-vindas dos acadêmicos, não só os ingressantes como os veteranos e a intenção é justamente mostrar a importância da prevenção da febre amarela. Julgamos isso importante, afinal o curso de Estética e Cosmética é um curso superior, bacharelado, de três anos, onde as nossas acadêmicas têm realmente uma profissão da área da saúde, possuem disciplinas na matriz curricular que fazem parte do ensino de saúde. É fundamental que elas saibam lidar e estejam preparadas para responder questionamentos sobre o assunto e por isso agradecemos muito esta oportunidade”.

O coordenador da Vigilância Ambiental, Jorge Miguel Ferreira do Lago, explicou o trabalho desenvolvido pelo setor, especialmente no controle e no combate dos vetores transmissores da febre amarela. “Ainda há o mito de que o macaco transmite a febre amarela, o que não é verdade, tanto na silvestre, quanto na urbana, os mosquitos são os transmissores. Nossa atuação inclui informar isso para evitar agressões aos macacos, que são tão vítimas quanto os humanos e também a orientação quanto a medidas de controle e de combate dos vetores”.

O vírus da febre amarela possui dois ciclos básicos: urbano e silvestre. No ciclo silvestre, a transmissão é feita pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, os mais frequentes na América Latina, e Haemagogus janthinomys, a espécie mais registrada no país. Há mais de 70 anos, não há no Brasil registros confirmados da febre amarela em áreas urbanas. Nas cidades, o mosquito Aedes aegypti é o vetor responsável pela disseminação da doença, sendo que os últimos casos de febre amarela urbana foram registrados em 1942, no Acre.

Além do controle dos vetores, a melhor forma de prevenção é a vacina. A imunização é trabalho da Vigilância Epidemiológica que também levou informações aos acadêmicos da Unifenas, por meio da coordenadora do setor, Juliana Loro Ferreira. “Trata-se de uma doença totalmente prevenível e que está com uma taxa de letalidade de até 50%. É muito importante falar sobre a importância de tomar a vacina, para prevenção de todos e até pelo impacto que um surto desta natureza pode gerar em toda a rede de saúde”.

Em Poços, a vacina está disponível nas 21 salas do município, para o público do calendário nacional, de 9 meses a 59 anos. A partir desta faixa etária, é aconselhável passar por avaliação médica que vai indicar a necessidade de receber a dose. No município não está sendo adotado o fracionamento, sendo aplicada a dose inteira. Uma única dose imuniza pela vida toda. Febre alta, dores na cabeça e no corpo, náuseas e vômitos são os principais sintomas da febre amarela. Tendo este quadro é fundamental procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível.

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