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Secretaria de Saúde registra redução na Taxa de Mortalidade Infantil em Poços

Dentre as medidas que justificam o resultado, está a implantação do Ambulatório de Saúde da Gestante, no Programa Materno Infantil

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Poços, a taxa de mortalidade infantil por mil nascidos vivos em 2018, foi de 9,6 no município. Em 2017, o índice registrado havia sido de 11,1. “A partir destes dados, fazemos uma investigação hospitalar, onde essa criança nasceu ou foi atendida, uma investigação ambulatorial, nos locais onde foram realizados pré-natal e outros atendimentos, além de entrevistas com a família. Neste processo, levantamos informações que são ferramentas para a melhoria da assistência prestada, por meio destes indicadores que são essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas”, explicou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Juliana Loro Ferreira. A taxa de mortalidade leva em conta a morte de crianças com até um ano de vida incompleto. O índice é influenciado por diversos fatores, como condições socioeconômicas, educação materna, saneamento básico, cobertura vacinal, acesso e qualidade da assistência materna infantil, entre outros aspectos.

Brasil e Minas

No Brasil, o último dado divulgado pelo Ministério da Saúde é referente a mortalidade infantil em 2016: foram 14 mortes a cada mil nascidos; um aumento de 4,8% em relação a 2015, quando 13,3 mortes (a cada mil) foram registradas. Desde 1990, o país apresentava queda média anual de 4,9% na mortalidade. Nos anos 1980, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil chegou a registrar 82,8 mortes por mil nascimentos. Em 1994, a taxa chegou a 37,2; e, em 2004, a 21,5. Em 2016, o Ministério da Saúde creditou a alta mortalidade à emergência do vírus zika. No Estado de Minas, dados preliminares indicam que a taxa de mortalidade infantil em 2018, foi de 10,96 por mil nascidos vivos. Sem dúvidas é uma redução significativa em Poços, em relação ao ano anterior. Não é a melhor taxa que nós já tivemos mas é um indicador positivo, tendo em vista que a taxa daqui é inferior ao registrado no Estado de Minas e no Brasil. Isso representa investimentos na assistência e nos pré-natais. Nossa perspectiva é continuar trabalhando para manter os níveis e melhorá-los”, disse Alberto Volponi, médico responsável pela avaliação dos óbitos no Comitê de Mortalidade Materno, Fetal e Infantil de Poços. O órgão é composto por outros profissionais, como enfermeiro, médicos ginecologista e pediatra, representantes da Vigilância Epidemiológica, Atenção Básica, Programa Saúde da Mulher e da Criança e também do Conselho Municipal de Saúde.

Comitê

Comitê se reúne mensalmente na Secretaria de Saúde

As estatísticas de Poços são de responsabilidade do Comitê de Mortalidade Materno, Fetal e Infantil, que faz os registros, executa as investigações, analisa os dados e propõe medidas e estratégias que tragam impactos positivos nos atendimentos prestados. Cada município tem o seu. Os Comitês de Mortalidade, Infantil e Fetal são organismos interinstitucionais, de caráter eminentemente educativo, com atuação sigilosa, não coercitiva ou punitiva. São compostos por instituições governamentais e da sociedade civil organizada, contando com participação multiprofissional, para analisar todos os óbitos maternos, fetais e infantis e, apontar medidas de intervenção para a redução na região de abrangência. São importantes instrumentos de gestão que permitem avaliar a qualidade da assistência à saúde prestada à mulher e a criança para subsidiar as políticas públicas e as ações de intervenção. Com reuniões mensais, dentre as atribuições do Comitê, estão: monitorar o funcionamento dos comitês hospitalares de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal; realizar diagnóstico da situação da mortalidade com base nos dados epidemiológicos locais e, propor medidas para promoção e qualificação da assistência à saúde da mulher e da criança; acompanhar a implementação das medidas e recomendações propostas, além de mobilizar os diversos setores da sociedade envolvidos com a saúde da mulher e criança para a redução da mortalidade materna, infantil e fetal. “Esta taxa de mortalidade infantil menor em relação ao ano anterior, reflete nosso cuidado e nossa preocupação em investir em ações de prevenção e de promoção da saúde. Nesta gestão, implantamos o Ambulatório de Saúde da Gestante no Programa Materno Infantil, que traz uma atenção ainda mais especial às mães, nos momentos finais da gestação. Temos também os serviços de pré-natal nas unidades básicas de saúde e de pré-natal especializado, no Hospital da Zona Leste. Somado a isso, realizamos mutirões de ultrassonografias obstétricas, para garantir que as gestantes façam pelo menos dois exames ao longo da gestação. Todas estas são algumas dentre importantes medidas tomadas e que visam melhorar cada vez mais esta assistência prestada”, finalizou o secretário de Saúde, Flávio Togni de Lima e Silva.

Telefone

(35) 3697-5000

Endereço

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Funcionamento

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ÓRGÃO RESPONSÁVEL

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